Fado: Património Imaterial da Humanidade

fado do punhal

agora é lancinante o fado alexandrino

perdidamente canta amor que não regresse

é na garganta um nó que nunca se destece

ou punhal que no peito enterre o gume fino


a sombra a desvairar na luz entrecortada

soluça ao exprimir quanto se amou demais

e quanto não se disse e quantas as vogais

a que morreu o som na voz estrangulada


a saudade faz seu um tempo de ventura

que o destino levou num rasto de poeira

e que nunca ninguém trará por mais que o queira

de volta e se trouxer é porque o desfigura


como alguém que dissesse amor de perdição

e se fosse embrenhar nos túneis na lembrança

é quando o coração descompassado avança

ao longo da espiral sombria da canção


fado crepuscular, penumbra de umas rosas

deixando um rasto só do seu perfume

e diluindo a cor do sangue no negrume

onde alastraram em vão palavras enganosas


agora é lancinante o fado alexandrino

perdidamente canta amor que não regresse

é na garganta um nó que nunca se destece

ou punhal que no peito o gume fino.

Vasco Graça Moura, in Letras do Fado Vulgar


" Aconteceu na Biblioteca"

Na semana das bibliotecas escolares, a nossa BE lançou um desafio aos alunos, criar um texto narrativo cuja ação decorresse numa biblioteca.
Todos os participantes estão de parabéns pela qualidade do trabalho apresentado.




















José Saramago


José Saramago nasceu na Azinhaga, Golegã, a 16 de Novembro de 1922. Morreu em Lanzarote a 18 de Junho de 2010. Foi escritor, argumentista, teatrólogo, ensaísta, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português.
Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Da sua obra destacamos alguns títulos: Ensaio sobre a Cegueira, Memorial do Convento, O Evangelho Segundo Jesus Cristo e Caim.
A Maior Flor do Mundo
é um delicioso livro que escreveu para crianças e que começa assim: “As histórias para crianças devem ser escritas com palavras muito simples (…). Quem me dera saber escrever essas histórias…”

Dia das bibliotecas escolares

A biblioteca comemorou o mês das Bibliotecas escolares com atividades diversas.
No dia 25 de Outubro, as turmas do 7º Ano assistiram à leitura dramatizada de um texto de Manuel António Pina, História do Sábio que estava fechado na sua biblioteca.

História do Sábio Fechado na sua Biblioteca