Os poemas enviados para o concurso foram os seguintes:
A Estrela
Este conto maravilhoso
Na escola estudei
E quero que digam a todos
Que a vós vos contei
Era uma vez um menino,
Pedro era o seu nome
Para alcançar a estrela
Subiu uma torre
E lá no cimo,
A estrela despegou.
Quando chegou a casa
Na cama se deitou.
No dia seguinte ele gritou:
-Foi roubada! Foi roubada!
Ele estava enganado
Estava só apagada,
Mas certa noite
Tudo a mãe descobriu
E esta história
Toda a aldeia a ouviu.
Então a aldeia
Teve uma grande discussão
Quando o filho do senhor Governo
Pegou na estrela
Ela queimou a sua mão.
Então, foi lá Pedro
Ficou decidido
Quando deram por isso,
As escadas, ele já as tinha subido.
E quando a estava a colocar
Mas que pouca sorte…
Ele desequilibrou-se
Toda gente chorou a sua morte.
Não quero aplausos
Não armem uma feira
O autor deste conto
Vergílio Ferreira
Escola Secundária de D. Dinis – Santo Tirso
Pedro Miguel Martins Pereira da Silva, N23, 7º C
Negação
Não.
Não consigo,
Não posso mais.
Não quero ter de escrever.
Tenho uma folha em branco,
Que não sei como preencher.
Rasgam-se as folhas
Gasta-se o carvão.
Fica minha alma
Caída no chão.
Todo este trabalho,
Toda esta frustração,
Começou naquele dia
Em que me disseram:
- Faça lá um poema!
Como se isso fosse magia...
Ser poeta não é fácil
Sobretudo quando falta a inspiração.
Trabalhar por encomenda
Não, não é minha paixão.
São barreiras que se impõem
São limites que cegam
A cor das palavras
De um poeta sem patrão.
Não e Não.
Escola Secundária de D. Dinis – Santo Tirso
Jorge Gonçalves Azevedo, nº 19, T:7º C
Eu quero-te…
Para que tenhas em mim
Todas as sensações de pleno prazer,
Vivendo fantasias, desejos,
Sem que nada nos possa deter…
Eu quero-te…
Para que mergulhes,
Nos meus puros poços de amor,
Águas cálidas que acalentam o teu fogo,
Que despertam os meus sentidos,
Que me fazem tremer…
Eu quero-te…
Para que mergulhes no meu olhar,
E descubras a minha alma,
Que agora chama-te,
Que acaricies o meu coração,
E compreendas que eu amo-te…
Eu quero-te…
Para que me envolvas nos teus braços,
E me beijes com os teus lábios molhados, Que me imploram em sussurros,
Que eu faça as tuas vontades e te faça feliz…
Eu quero-te…
Para te entregar o meu corpo,
Para te entregar o meu coração,
E desvendares a minha alma,
Como se fosse um enigma…
Eu quero-te…
Escola Secundária de D. Dinis – Santo Tirso
Carlos Filipe Macedo Araújo, nº 8, 8º E
A VIAGEM
Parto do porto sem rumo
Com medo de te deixar
Neste destino que assumo
Co’a vontade de voltar
Mais, sinto que hoje é tarde
Demais para mudar o que arde
E que consome por dentro, o peito
Sem pudor nem jeito.
Navego neste mar de memórias
Que nunca esqueci
Em que apenas correm histórias
Oh, e são todas de ti!
Que o mar alto me faça esquecer
Aquilo que fiz para perder
Aquilo que não tive coragem de continuar
E me ensine a um novo caminho chegar
Porque sempre foram mais marés que marinheiros
Mas ninguém lembra aos guerreiros
Que a guerra há-de continuar
Até a viagem terminar…
E se alguém sentir
Que não consegue alcançar
Lembre-se que importante é partir
Não é chegar!
Ana Luísa Tomás Guimarães
Escola Secundária de D. Dinis – 12º ano, Turma J, Nº2
Existência
Quero desaparecer.
Quero encontrar-me.
Poder compreender,
Isto qu’anda a rodear-me.
Quanto mais gritos, menos me ouvem.
Quanto mais olho, menos me enxerga.
Quero uma elucidação,
Mas desbarato-a em suposição.
As palavras, estão esquecidas,
Mas não as sinto apagadas.
Vejo imagens, carcomidas,
Mas não as suas chamas.
De onde é que eu vim?
Onde é que eu pertenço?
Será qu’isto vem de mim?
Ou será que já enlouqueço?
Sei que vim, mas não cheguei.
Meu lugar, é onde não fui.
Alimento a loucura que flui,
Parte a parte o descobrirei.
Escola Secundária de D. Dinis – Santo Tirso
Ana Cláudia Teixeira Mendes
12º ano T: J nº1
VIDA
A vida. Mas que conceito estranho, que palavra complexa.
Que denominação tão caricata para uma coisa quase sempre adversa.
Um dicionário de palavras e definições
De conquistas e paixões,
De momentos e amizades.
Mas que mundo, tão cheio, tão repleto,
Que sem ti ao meu lado, que sem a tua presença
Jamais fica completo.
Eu serei cavaleiro, tu guerreira
E juntos venceremos todos os obstáculos,
E superaremos todo e qualquer problema que se intrometa
No nosso sonho.
Não deixes que a chuva apague as palavras
E que o sol seque as promessas.
Não permitas que ninguém te silencie,
Que te torne insignificante
Fica comigo, noite e dia.
Não deixes que o teu sorriso desapareça
E que a tua voz me enlouqueça
Enquanto tiver a tua amizade
Vivo e sou feliz.
Escola Secundária de D. Dinis – Santo Tirso
Emanuel Oliveira
12º J, nº 8