Dia 11 de Fevereiro – Apresentação do filme: CHOCOLATE
Dia 12 de Fevereiro - Exposição subordinada ao tema: BIODIVERSIDADE
Do dia 9 a 19 de Fevereiro – Divulgação de várias obras cuja temática dominante é o AMOR.
Dia dos Namorados
Posso dizer que nunca gostei deste dia. Não tem nada de diferente, Nada de invulgar, Nada o diferencia dos restantes.
Pode fazer-me menos alegre, Menos concentrada, Menos confiante, E muito mais distante.
Será mesmo capaz de ser o meu dia de azar.
Contemplar a ternura de cada gesto, A afeição de cada olhar E a paixão de cada beijo. Parece que me querem matar.
Sim, não desminto, Gostava de não passar este dia sozinha. De ter alguém que me desse a mão, De ter alguém que me roubasse o coração.
Contudo, fico sentada à distância Desviando o olhar quando acho que necessito Contendo as lágrimas que querem transbordar Por não ter ninguém que comigo pudesse estar.
Todos os anos, é sempre assim ...
Parece que o tempo até anda mais devagar. Que aprecia a minha tristeza, Neste dia de tamanha grandeza, Que eu gostava que pudesse acabar.
Será este ano diferente?
Rita Marinho, 9º A, nº 20
É verdade ... e o pensamento corre e não o seguro deixa a tua memória a voar também e vem comigo até ao passado ... Recorda comigo todos aqueles instantes que desejavas ver eternos e parados para sempre ... Quantos momentos! Tanta felicidade, meu Deus! Recorda aquele nosso primeiro beijo no “ginásio”, aquele lugar de momentos ... Recordando se vive e tenho saudades! Também tenho receio que tempos iguais, não se repetiam! E tu? Não gostarias de repeti-los? Passar pelos mesmos lugares, refazer os mesmos passos, gestos e carícias? Quanto amor nos demos! Já se terá esgotado? As fontes continuam e as nascentes não morrem! Porque não somos parecidos àqueles tempos? Estranha mudança nossa no presente!
Tatiana Gomes, 9º A, nº 26
terça-feira, fevereiro 09, 2010
Na segunda-feira (8 de Fevereiro), a Professora Palmira Silva e a turma F do 10º ano estiveram na Biblioteca para uma aula diferente. Um grupo de alunos da turma declamou poemas de Florbela Espanca, de Luís de Camões, de Ary dos Santos, de Eugénio de Andrade ...
A Biblioteca agradece a participação de todos e conta convosco para as próximas actividades. Parabéns!
Os poemas enviados para o concurso foram os seguintes:
A Estrela
Este conto maravilhoso Na escola estudei E quero que digam a todos Que a vós vos contei
Era uma vez um menino, Pedro era o seu nome Para alcançar a estrela Subiu uma torre
E lá no cimo, A estrela despegou. Quando chegou a casa Na cama se deitou.
No dia seguinte ele gritou: -Foi roubada! Foi roubada! Ele estava enganado Estava só apagada,
Mas certa noite Tudo a mãe descobriu E esta história Toda a aldeia a ouviu.
Então a aldeia Teve uma grande discussão Quando o filho do senhor Governo Pegou na estrela Ela queimou a sua mão.
Então, foi lá Pedro Ficou decidido Quando deram por isso, As escadas, ele já as tinha subido.
E quando a estava a colocar Mas que pouca sorte… Ele desequilibrou-se Toda gente chorou a sua morte.
Não quero aplausos Não armem uma feira O autor deste conto Vergílio Ferreira
Escola Secundária de D. Dinis – Santo Tirso Pedro Miguel Martins Pereira da Silva, N23, 7º C
Negação
Não. Não consigo, Não posso mais. Não quero ter de escrever.
Tenho uma folha em branco, Que não sei como preencher.
Rasgam-se as folhas Gasta-se o carvão. Fica minha alma Caída no chão.
Todo este trabalho, Toda esta frustração, Começou naquele dia Em que me disseram: - Faça lá um poema! Como se isso fosse magia...
Ser poeta não é fácil Sobretudo quando falta a inspiração. Trabalhar por encomenda Não, não é minha paixão.
São barreiras que se impõem São limites que cegam A cor das palavras De um poeta sem patrão.
Não e Não.
Escola Secundária de D. Dinis – Santo Tirso Jorge Gonçalves Azevedo, nº 19, T:7º C
Eu quero-te…
Para que tenhas em mim Todas as sensações de pleno prazer, Vivendo fantasias, desejos, Sem que nada nos possa deter…
Eu quero-te…
Para que mergulhes, Nos meus puros poços de amor, Águas cálidas que acalentam o teu fogo, Que despertam os meus sentidos, Que me fazem tremer…
Eu quero-te…
Para que mergulhes no meu olhar, E descubras a minha alma, Que agora chama-te, Que acaricies o meu coração, E compreendas que eu amo-te…
Eu quero-te…
Para que me envolvas nos teus braços, E me beijes com os teus lábios molhados, Que me imploram em sussurros, Que eu faça as tuas vontades e te faça feliz…
Eu quero-te… Para te entregar o meu corpo, Para te entregar o meu coração, E desvendares a minha alma, Como se fosse um enigma…
Eu quero-te…
Escola Secundária de D. Dinis – Santo Tirso Carlos Filipe Macedo Araújo, nº 8, 8º E
A VIAGEM
Parto do porto sem rumo Com medo de te deixar Neste destino que assumo Co’a vontade de voltar
Mais, sinto que hoje é tarde Demais para mudar o que arde E que consome por dentro, o peito Sem pudor nem jeito.
Navego neste mar de memórias Que nunca esqueci Em que apenas correm histórias Oh, e são todas de ti!
Que o mar alto me faça esquecer Aquilo que fiz para perder Aquilo que não tive coragem de continuar E me ensine a um novo caminho chegar
Porque sempre foram mais marés que marinheiros Mas ninguém lembra aos guerreiros Que a guerra há-de continuar Até a viagem terminar…
E se alguém sentir Que não consegue alcançar Lembre-se que importante é partir Não é chegar!
Ana Luísa Tomás Guimarães Escola Secundária de D. Dinis – 12º ano, Turma J, Nº2
Existência
Quero desaparecer. Quero encontrar-me. Poder compreender, Isto qu’anda a rodear-me.
Quanto mais gritos, menos me ouvem. Quanto mais olho, menos me enxerga. Quero uma elucidação, Mas desbarato-a em suposição.
As palavras, estão esquecidas, Mas não as sinto apagadas. Vejo imagens, carcomidas, Mas não as suas chamas.
De onde é que eu vim? Onde é que eu pertenço? Será qu’isto vem de mim? Ou será que já enlouqueço?
Sei que vim, mas não cheguei. Meu lugar, é onde não fui. Alimento a loucura que flui, Parte a parte o descobrirei.
Escola Secundária de D. Dinis – Santo Tirso Ana Cláudia Teixeira Mendes 12º ano T: J nº1
VIDA
A vida. Mas que conceito estranho, que palavra complexa. Que denominação tão caricata para uma coisa quase sempre adversa. Um dicionário de palavras e definições De conquistas e paixões, De momentos e amizades. Mas que mundo, tão cheio, tão repleto, Que sem ti ao meu lado, que sem a tua presença Jamais fica completo.
Eu serei cavaleiro, tu guerreira E juntos venceremos todos os obstáculos, E superaremos todo e qualquer problema que se intrometa No nosso sonho.
Não deixes que a chuva apague as palavras E que o sol seque as promessas. Não permitas que ninguém te silencie, Que te torne insignificante
Fica comigo, noite e dia. Não deixes que o teu sorriso desapareça E que a tua voz me enlouqueça Enquanto tiver a tua amizade Vivo e sou feliz.
Escola Secundária de D. Dinis – Santo Tirso Emanuel Oliveira 12º J, nº 8